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O Global Critical Minerals Outlook 2026 quantifica o dano à jusante caso os controles de exportação de outubro de 2025 de Pequim entrem em vigor plenamente. O relógio da moratória de um ano segue correndo enquanto a concentração de refino sobe.
A leitura do Financial Times sobre MP, Energy Fuels e Phoenix Tailings mostra que a maior parte da produção de terras raras financiada pelos EUA atravessa o Pacífico porque a capacidade doméstica de ímãs é uma história para 2027. Serra Verde e a monazita brasileira enfrentam a mesma lacuna.
O Aviso nº 26 do MOFCOM abriu, em 1º de julho, um canal público de denúncias contra violações no comércio de minerais estratégicos. Somado à ação criminal por germânio em junho e às detenções japonesas, o comércio de itens de duplo uso passa a ser terreno de responsabilidade penal.
O plano 10X da MP Materials resolve o neodímio. Samário, o mineral por trás dos ímãs de mísseis dos EUA, não está incluído. A monazita brasileira é uma das poucas alternativas fora da China.
O ministro das Relacoes Exteriores Wadephul se reuniu com MME, BNDES e ApexBrasil em evento na embaixada que colocou o MagBras e seis empresas de exploracao diante do capital alemao. A mensagem: Berlin quer parceria, nao apenas compra.
Na mesma semana, o Pentágono escolheu o Depósito Militar de Tooele para o processamento norte-americano de disprósio e térbio, e a Suécia liberou Norra Kärr para uma concessão de mineração de 25 anos. O novo eixo ex-China de terras raras pesadas está tomando forma, com um vazio em forma de Brasil no meio.
Pela primeira vez, o investidor brasileiro tem acesso direto ao principal índice global de terras raras.
MOFCOM colocou as duas grandes empresas norte-americanas de terras raras na lista de controle de exportação nesta segunda-feira. A aquisição de US$ 2,8 bilhões da Serra Verde brasileira pela USA Rare Earth, que ainda está em andamento, agora se encontra dentro de um ciclo ativo de retaliação. A Serra Verde é a única produtora fora da Ásia com escala para fornecer os quatro elementos magnéticos das terras raras.
A declaração de Évian estabelece a primeira meta numérica concreta sobre concentração de fornecimento de terras raras. O Canadá saiu com 13 novos acordos bilaterais que somam mais de US$ 5 bilhões. Nenhum aterrissou no Brasil.
A Freedom Facility, da Phoenix Tailings, capta US$ 500 milhões em compromisso condicional do Office of Strategic Capital somados a US$ 500 milhões de capital privado, com operação prevista para 2028. Na mesma semana, a Resouro divulgou um PEA de US$ 1 bilhão para o projeto Tiros, em Minas Gerais, e a DLA fechou contrato de cinco anos de estoque de ferro-nióbio com a CBMM. Três sinais sobre quem está financiando cada etapa da cadeia da mina ao ímã.
O índice da CREIA atingiu 252,8 em 15 de junho, com as terras raras pesadas liderando. Cinco semanas antes, a única produtora pesada em escala fora da Ásia assinou um contrato de offtake de 15 anos com um veículo do governo dos Estados Unidos. O Department of Commerce fechou US$ 1,6 bilhão em capacidade do CHIPS em 3 de junho.
Um gigante asiático de baterias apoiado pela TDK toma participação direta em projeto brasileiro de terras raras e nióbio enquanto Lula apresenta a mesma geologia aos líderes do G7. Dois eventos, uma semana, e um sinal de que o Brasil não é mais mero espectador no jogo de xadrez das cadeias de suprimento.
Em 20 de abril, a USAR colocou US$ 300 milhões em caixa e 126,849 milhões de ações na mesa pela única mina de terras raras em produção fora da Ásia que entrega os quatro elementos magnéticos. O negócio é a resposta mais próxima que o Ocidente tem para disprósio e térbio sem passar por Ganzhou.
A proibição de ímãs DFARS entra em vigor em janeiro de 2027. O Ocidente não consegue cumpri-la. Os países com produção de terras raras já em andamento acabaram de ficar mais valiosos.